25 janeiro 2018

O homem pede, o senhor Davos



Coisas de hoje:

Portugal esmera-se e aproxima-se do FMI
ex-sedento ou super ávido: orça mental.
Vive no quarto maior de toda a zona €u
- ouro para trapezista das contas públicas
De 2017, défice de conjunto 1,2%
3º prémio na dívida, para o assunto…
São Itália e Grécia 1º e 2º no assento

Uma ocupação espiritual, do norte à cabeça,
persuadida pela avestruz do continente
fingindo que não é a pobreza a ensopar
as bordas do mediterrâneo por acidente.

Sérias dificuldades em receber, de bom grado,
a exemplar execução da dívida e os cumprimentos de Lagarde (a ministra da economia, finança e emprego, agricultura e pescas, comércio; a Directora do FMI, depois do crime sexual e durante a crise dos porcos; distinguida com comendas da Legião de Honra e Mérito Agrícola - vem tudo na Wikipédia).

Busquei o PIB e o valor em rodapé. Tentei redigí-los a zeros.
À altura desta linha, ainda falta a certeza das unidades. Com quantos zeros se escreve uma dívida e o produto interno bruto de um país? Quatro mil e quinhentos milhões de euros de dívida escrever-se-ão assim ou 4.500.000.000€. E o PIB de 2016 é de 185.179,5 milhões de euros. Como saber que parte da brutalidade de um país consegue ser paga em condições de aparente desafogo? E como preparar-nos para a crise da década? Bizarrias de Bitcoin cruzada com Montepio, numa cimeira do ambiente e ne(u)tralização, ao sétimo dia de calor em Dasht-e Lut?

Quebramo-nos aos números de tão grandes infinitos, incontestáveis na potência de conterem mundos inteiros, territórios astronómicos que da matemática financeira fazem receita divina.
E se não for? Se for apenas um salto de corda, se todo o mercado fosse atravessado por diferenciais de matéria e a vibração deles compusesse, ao azar, o capitalismo? Ou a vibração do feudalismo, no imperialismo… enfim, a velha cantiga, a água no moinho mas com ondas gravitacionais...

Mas voltemos… fazer a conta aos anos sucessivos em que daríamos literalmente tudo ao cobrador para nos livrar disto - uma luva ao carrasco, exceptuando juros. Doravante, e para efeitos de peculiaridade quantificável, vamos tentar chegar aos zeros que marcam o valor certo no centro da infinitude.

Ocorrem complicações metafísicas ao elevar potências de zero.
Suspende-se a incompreensão, mandam-se zeros à esquerda e à direita. Recai a inabilidade de perceber a quantidade da propriedade, aos olhos do pequeno, consumidor. Aquilo que não se concebe consumir numa vida inteira é já o infinito da materialidade - também não dá para o gasto.

Perguntaste-lhe com quem esteve Durão Barroso.
Gold damn it! Não há nada como Temer
no dia em que é Lula grelhado.

Na vida da história passamos de pilhado a saqueador, mais ou menos depressa e arbitrariamente. Há que saber ser o melhor dos dois e lutar pelo empate. Há que ser 0 nesta vida.

E eu aqui a adiar decifrar com quantos zeros se escreve o dia de amanhã, a nossa vida ou a aquela hora.

Zeros 0di0s0s. Não hei-de subtrair-vos que de nada nada sai.



16 novembro 2017

Air for the tight

We are to give ourselves to dangers.
We are to give ourselves to strangers.
We are here to grasp that loose rope,
evasive trapeze of entangled hope.

Safety comes from meticulous eternal reverse,
black and white balance, from flipping the curse… 

Face windward, tack your tact,  
Perform a corner-reverser act.

We’ve avoided effort and peril
to convey to be god and devil.
Technology may confuse
the hand with its use.

Grasp your rope, careless of the height
Get ready to stumble like air for the tight.


#shitsterersgonnashit